Um Pouco de MIm...


Ser o meu garoto, o meu menino.

“Me perco por não saber me
 buscar em meio a tantas
ondas que levam meus grãos”
 V.V.
20/Agosto/2012

Hoje ao sair de casa me percebi sumamente sensível, percebi detalhes que me escapam no cotidiano, vi a fita de tecido tremer desesperada ao vento e o lenço amarrado em minha mochila repetir seu movimento e ainda encontrei a sombra dos mesmos, enxerguei as cores das casas que ficam logo depois da lagoa, as cores que se misturavam em um bailado ríspido pela velocidade com que passava por elas, o vento frio que alfinetava dolorosamente as pontas estáticas dos dedos dos pés, o contraste de cores vivas sobre as neutras ou frias.

Pensei então que poderia está mais vivo, ou que poderia está beirando a morte por está mais vivo, sempre ouvi dizer que se está mais vivo antes de morrer, espero que não seja esse meu caso, pensei também que poderia está ganhando super poderes o dia, pois estaria vendo melhor o meu redor, o meu ambiente, o meio onde estivesse.

Percebo agora, porém que tudo isso não é novo, que essa não é uma novidade para meus jovens olhos, lembro agora que isso me era muito constante, que o mundo me era mais vivo, que tudo era como esteve hoje, que tudo foi assim sempre e que não sei por que perdi lentamente tudo isso, tão lentamente que foi imperceptível, aquele menino homem que ganhava o mundo já não está presente, o mundo que havia em minhas mãos aventureiras e os desejos de voar, crescer, aprender, criar, já não estão tão presentes.

Hoje não posso acreditar que deixei aquele garoto que tanto gostava ir embora, não creio que todos os meus planos de nunca envelhecer psicologicamente, de nunca mudar por dentro (já que por fora é inevitável), que tudo que pensava quanto criança está se indo ao longo dos meus breves 22 anos.

Então quero poder de hoje em diante não ser o velho com cara de jovem, quero ser sempre o jovem independente do quanto fique velho, quero ser aquele menino que imaginava desvendar o fundo das matas e ir mais longe do que qualquer criança teria coragem de ir, quero subir aquela pequena serra de novo e ir longe e sempre mais longe, e ir ao horizonte se  preciso for para encontrar aquele menino sempre corajoso, sempre livre, sempre feliz.

Uma, duas, três, várias... A vida me veio como um quebra cabeça que me dediquei tanto a resolver e assim acabei não vendo o tempo passar. Ainda não acredito está em um terço desse imenso jogo de peças disformes, mas sei que não vou perder uma juventude eterna apenas me concentrando em sua solução. Essa é minha conduta, esse é o meu propósito, é esse que quero ser daqui para frente e assim será, claro, se ao dormir nesta noite tudo isso não se apagar de minha mente para dar espaço à outra peça de cor única em meio a tantas outras de uma mesma fria cor.  


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


Gentil Movimento



Cumprimento, Toques, Simples, Fortes...

Simples informações nos levam à completa e sucinta compreensão;
Perguntas simples são o mais fácil modo de obter respostas;
Respostas fáceis são os meios de aproximação mais eficazes;
Temos assim a aproximação simples das respostas de nossas indagações.

Movimentos cotidianos passam sempre em despercebido;
Quando olhos destreinados os vêm sempre e não os compreendem;
Faz-se assim, velocidade e intensidades o melhor entendimento aos olhos;
Diretamente temos entendimento sempre que nossos olhos buscam obter.

Leais reflexos do subconsciente trazem-nos revelações indescritíveis;
Normalmente comum, tais revelações são portas para a melhor via a tomar-se;
Hoje ponho-me em observatória busca quanto ao comum e a mim;
Vejo imagens repetidamente constantes de revelações a mim e lembro o quão não é comum.

Zumbem em nosso meio os mais diversos empecilhos sonoros;
Junto-me a ti e explico-te meus tantos conceitos tão diversos;
Belo acaso sistemático a nos unir e separar de vários modos ainda tantos;
Xícaras voaram e vários cacos em diversos cantos ainda não explicaram tantos sentimentos.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -




Nenhum comentário:

Postar um comentário